Em entrevista nesta quarta-feira (23), o ministro da Educação, Milton Ribeiro, afirmou que o presidente Jair Bolsonaro não pediu favorecimento da dupla de pastores, Gilmar Santos e Arilton Moura, recebidos no MEC e reforçou que não deixará o cargo.
Segundo o ministro, o processo para receber os religiosos foi como “qualquer outro” e que a liberação de verbas para prefeituras segue “critérios técnicos”, não favorecimento específicos.
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“Em nenhum momento o presidente pediu tratamento especial”, disse em entrevista à CNN. Milton também alegou que desde o vazamento do áudio pela Folha de S. Paulo, o presidente ligou diversar vezes para ele: “Milton, eu não vejo nada demais no que você falou no áudio’ e que eu estava, até o momento, gozando da confiança dele”.
O titular da pasta se colocou à disposição para prestar depoimento aos presidentes da da Câmara e do Senado e disse que não pedirá demissão. “Nunca pensei [em pedir para sair]. Eu acho que tortuoso é o caminho de um homem carregado de culpa. O meu caminho está reto, não tenho o que falar […] Estou firme. Eu quero deixar um legado para minha geração”, concluiu.
Controladoria-Geral da União
Ribeiro ainda afirmou que pediu à Controladoria-Geral da União (CGU) que investigasse possíveis práticas ilegais de prefeitos. “Sou o ministro que mandou 730 prefeitos para o TCU em 15 meses por desvio, por ideia de que eles estão usando de maneira errada as verbas de Educação”, disse.
De acordo com o líder da pasta, ele encaminhou uma denúncia anônima ao ministro da CGU Wagner Rosário para investigação. “Pedi que ele investigasse o documento. Ele disse que iria instaurar uma investigação sigilosa”, afirmou.
FONTE IG notícias