O Conselho de Ética da Assembleia Legislativa de São Paulo (Alesp) aprovou nesta terça-feira, por unanimidade, o parecer do deputado Delegado Olim (PP) que recomenda a cassação do deputado Arthur do Val (União Brasil) por quebra de decoro parlamentar. Em março, Do Val, conhecido como “Mamãe Falei”, disse em áudios vazados que as ucranianas “são fáceis porque são pobres”.
Agora, o parecer de Olim será encaminhado ao plenário da Alesp, onde precisará ser confirmado por uma maioria simples dos 94 deputados da Casa. Se alcançada a votação, o deputado deve perder os direitos políticos por oito anos, podendo voltar a disputar as eleições somente a partir de 2032.Continua após a publicidadehttps://45ccc5dee39bbadacdeeb019147c2cf6.safeframe.googlesyndication.com/safeframe/1-0-38/html/container.html
Em discurso aos deputados, Do Val disse que errou, mas que este processo “não é sobre machismo”, e sim sobre as situações em que teria incomodado outros parlamentares da Casa.
“Esse processo de cassação aqui não é um processo de cassação pelos meus defeitos. É um processo de cassação pelas minhas virtudes — afirmou o parlamentar.”
A sessão foi marcada por tumultos dentro e fora do plenário José Bonifácio. Renato Battista, ex-assessor de Do Val, agrediu o também ex-funcionário do deputado Gil Diniz (PL) com um soco no olho. A cena foi presenciada pelo GLOBO.
Militantes do Movimento Brasil Livre (MBL), do qual Do Val fazia parte, marcaram presença na Alesp para prestar apoio ao deputado. Pouco depois das 15h, um grupo entre 50 e 100 pessoas entrou no prédio da Assembleia e se aglomerou em frente ao plenário do Conselho de Ética, mas acabou barrado pela polícia. Os manifestantes gritavam “não à cassação” e erguiam faixas contra o que chamam de “vingança” contra Do Val.
Fonte: IG NOTÌCIAS